sábado, fevereiro 25, 2012

AJUNTAÊ DE CASA NOVA: o site do coletivo mudou!!!

agora você acessa as novidades do Coletivo Ajuntaê no link:

www.coletivoajuntae.org

nos vemos lá!!!

quarta-feira, janeiro 25, 2012

A primeira Noite Fora do Eixo do ano, com Luno e Aeromoças e Tenistas Russas

Uma iniciativa de intercâmbio da produção musical independente, as Noites Fora do Eixo são realizadas durante o ano todo pelos coletivos da rede espalhados pelo país, circulando milhares de artistas e fomentando a cena local independente.

Em Campinas, o projeto acontece há quase 2 anos no Bar do Zé, um dos mais tradicionais palcos do interior do Estado. A próxima edição, a primeira do ano, acontece nesta sexta-feira, a partir das 22h e traz as bandas Luno, de Bragança Paulista, e a Aeromoças e Tenistas Russas, lançando seu CD “Kadmirra”:


Carregados de indie rock e “outras infinitas bandas e estilos que direta ou indiretamente invadiram as cabeças dos integrantes e colocaram sal em suas composições”, a Luno vem de Bragança Paulista, e, formada em 2009, já começa a se consolidar no cenário independente com o EP “Atração”. Entre as principais e marcantes características, a banda se utiliza de ritmos dançantes e efeitos moduladores de som em seus vocais para dar um ar futurista e transformar a voz em um instrumento musical inusitado.
Já a Aeromoças e Tenistas Russas é uma banda instrumental formada em 2007 na cidade de São Carlos (SP), cuja principal proposta é explorar a estrutura das músicas, evitando prender suas composições a formas fixas ou estilos definidos, trazendo em cada uma de suas apresentações muita energia e liberdade para improvisos. Em pouco tempo a banda já compila um total de 134 shows em 49 cidades espalhadas por 14 estados brasileiros, com participação em diversos festivais, como o Calango (Cuiabá, 2010) e o Contato (São Carlos, 2011), dentre outros. O álbum “Kadmirra” traz uma mistura de groove, funk, jazz e música eletrônica em 9 faixas, que podem ser ouvidas e baixadas aqui.



Serviço:
27 de Janeiro, sexta-feira
às 22h, no Bar do Zé
Entrada:
R$ 10 na porta
R$ 8 c/ nome na lista@ajuntae.foradoeixo.org.br

sábado, janeiro 21, 2012

Cabaré Fora Do Eixo apresenta bem seus primeiros passos

O segundo Cabaré Fora do Eixo foi uma simples e bela imensidão de sensações e surpresas adoráveis. Difícil foi evitar reparar graciosidade das expressões espantadas, assustadas, agraciadas, cativadas e surpresas das pessoas que viam um teatro sendo projetado, uma dança executada no meio do salão de um típico bar de samba. Gostoso foi deixar as percepções aguçarem com esse novo cenário proposto na cidade de Campinas. Tudo isso acontecendo e existindo  no mesmo espaço, no mesmo chão, na doce e lúcida presença de ricas pessoas. Essa foi realmente uma noite diferente.

A noite começou efervescente com o lançamento do livro do Felipe Ricotta, “12 Conto” e a Casa São Jorge cheio de rostos atentos e apreensivos com as novas propostas artísticas nesse novo clima criado. Quando a casa já ensaiava uma certa lotação o pessoal da cia de Teatro Metamorfose começou a esquete “Espera”.

A banda INV foi responsável pela trilha musical da noite e, com sua mistura visceral de estilos, compôs um tom de psicodelia e personalidade nas suas composições, inclusive incluindo algumas versões alternativas de sambas conhecidos. O segundo tempo do palco recomeçou com a performance artística do ator e músico Mauro Braga da companhia Paraladosanjos que fez uma apresentação que, interagindo com os espectadores, deixou o público absorto e extasiado com sua crítica social composta em uma simples metáfora cotidiana.


Foi ovacionado colhendo desde risos, olhares curiosos e desconfiados a expressões tensas e reflexivas tocados pela sua arte simples e profunda. Por fim , o dançarino Lucas Delfino executou o seu solo de dança contemporânea - My Captivity by Savages (Meu Seqüestro por Selvagens”), onde de forma subjetiva e também crítica, finalizou a noite.


Com certeza presenciamos apenas um dos primeiros degraus para fortalecer e enriquecer as diferentes linguagens em Campinas, agora, com mais esse palco se transformando em mais um espaço de expressão e fomento artístico da cidade.

quarta-feira, janeiro 18, 2012

Experimentação integrada das artes: Cabaré Fora do Eixo


Teatro, dança, música, circo e literatura. Essas são algumas das imagens que surgem em nossas mentes quando ouvimos a palavra Cabaré, palavra curta e sonora que representou importante espaço de contestação das formas tradicionais de arte no início do século passado. Mas o milênio é outro e o Cabaré Fora do Eixo chega em 2012 com 1 ano de experiência em diversas cidades do Brasil, e Campinas estará realizando pela segunda vez o evento que faz parte do projeto nacional de mesmo nome.


Em parceria com o Ajuntaê, a Casa São Jorge, em Barão Geraldo, abre espaço para a circulação de artistas independentes e, na edição deste mês, que acontece dia 18, quarta-feira, veremos por lá nomes como o do multi-artista Felipe Ricotta com seu mais recente trabalho literário, o “12 Conto”. Quem não reconheceu o nome do autor deverá lembrar de seu personagem ManoKiabbo, do programa “15 minutos” da MTV.

Já a Cia. Teatral Metamorfose traz uma reflexão sobre a espera como lugar comum das angústias humanas, num espetáculo que é uma adaptação da importante peça "Esperando Godot" de Samuel Becket, escrita em 1952. Mauro Braga, graduado em Música pela Universidade Estadual de Campinas, performer e integrante da Cia. ParaladosanjoS, apresenta a história de ‘Casca Grossa’, músico e poeta de rua que vive com seu violoncelo por onde anda.


Outra apresentação interessante da noite leva o nome de “My Captivity by Savages” (Meu Seqüestro por Selvagens”), solo de dança em que Lucas Delfino (dançarino em formação pela UNICAMP) interpreta a história tragicamente real de Eliza Elizabeth Jane Cook que, com 13 anos, em 1829, tem sua família exterminada por índios e é seqüestrada para servir-lhes de concubina.


Já a Movimento INV é a banda responsável por dar o “caldo sonoro” do Cabaré Fora do Eixo. As músicas soam e ressonam dentro dos mais variados estilos e, de fácil audição, também fica fácil mexer os pés e o corpo com o ‘pop-rock-jazz-reggae-hiphop-indie’ da banda.

Não tem como perder, né?

Serviço:

Quando: Quarta-feira (18), a partir das 19h
Onde: Casa São Jorge 
Av. Santa Isabel, 655, Barão Geraldo
Preços: R$ 5 até as 21h e R$ 7 após as 21h
Informações: (19) 3249-1588

segunda-feira, janeiro 16, 2012

Imersão da Regional SP


Cerca de noventa e quatro pessoas de mais de 30 coletivos de todos os cantos do Estado de São Paulo debatendo e trocando conhecimento e experiências - assim foram os três dias de imersão da regional SP na Casa Fora do Eixo São Paulo.

Iniciamos as atividades na sexta-feira passada, dia 13, quando nos inteiramos de como funcionaria a logística pros dias de imersão. Depois partimos pra uma conversa geral sobre as propostas da imersão, políticas públicas, o Circuito Paulista de Festivais Independentes, a sustentabilidade do coletivos e as atividades de formação no âmbito do Fora do Eixo. Terminamos a rodada de conversas focando total na Comunicação e sua importância estratégica para potencializar as ações dos coletivos e da rede Fora do Eixo.
 

No sábado, nós do Ajuntaê encaramos o desafio de fazer almoço pra essas quase 100 pessoas, junto com os amigos do Roda Torta e do Colombina. Almoço feito e aprovado pelos participantes da imersão, focamos nas discussões sobre políticas culturais e depois fomos pro ”Churrascão”, manifestação pacífica que estava ocorrendo na Cracolândia. Ao final do dia, retomamos com um maior aprofundamento nas discussões sobre sustentabilidade e formação livre.
 
Manifestação pacífica na Cracolândia

Ontem, no último dia de imersão, formamos grupos de trabalho pra discutir música e audiovisual. Outras linguagens também estiveram na pauta, como esporte, meio-ambiente, literatura e artes cênicas, todas fomentando as articulações em rede pra 2012.

Ao final da imersão, mais coletivos paulistas aderidos ao Fora do Eixo - e a certeza de que a regional está cada vez mais integrada e fortalecida pra esse ano que começou.
 
Agentes da regional SP reunidos

segunda-feira, janeiro 09, 2012

Antifoguete: Rastreando o Indie

A nova música brasileira diretamente para um dos palcos mais alternativos e tradicionais de Campinas, o Bar do Zé. Na próxima quinta-feira, dia 12, os convidados para o cativo encontro na primeira Antifoguete são Mataram Meu Mestre e Circo Motel.


“Fruto de pouca expectativa e muita naturalidade e da vontade de fazer algo novo” assim reza a biografia da Mataram meu Mestre sobre seu surgimento, reiterando ainda que foi assim o nascimento da “satisfatória mutualidade” existente entre os integrantes. Um rosto feminino belo e delicado faz frente com uma voz forte e encorpada, muito bonita e cheia de energia. Já conquistou seu público com o rock alternativo e experimental que faz dançar. A pegada hardcore é evidente, mas rola também um lance meio ska com influências do jazz e da música brasileira. Recentemente a banda lançou o EP "Avesso", que pode ser ouvido e baixado gratuitamente aqui.


Formada na capital de São Paulo, a Circo Motel toca “amor com rock e samba e soul do bem” e já teve seu clipe “Segredo” veiculado na MTV Brasil. Os 5 integrantes sustentam ser “cinco almas que podem ser nove e podem ser doze ou quiçá um milhão”. No palco as canções do novo álbum “sobre coiotes e pássaros” são executadas com energia e fazem todos dançar. Para os entendidos de música basta saber da pegada Rhythm and blues que a banda tem, um estilo vintage re-energizado cheio de groove e afinação. Indie? Com certeza.

E você, vai?

Serviço:
Antifoguete
12 de Janeiro, quinta-feira
às 22h, no Bar do Zé
Entrada:
R$10 na porta
R$8 c/ nome na
lista@ajuntaê.foradoeixo.org.br

domingo, janeiro 08, 2012

Vamos ajuntar um pouquinho mais?

O feijão tá cozinhando, o barulho já agrada a barriga. Aos poucos, o jardim ganha cara nova. Tem gente vindo de fora e quando você menos percebe já está no meio de uma reunião decidindo praticamente os rumos da vida! E assim começa o ano no Ajuntaê: IMERSÃO!
 
 
Não tinha outra maneira... Pra poder avaliar o ano que passou, planejar o que entra e digerir tudo que discutimos e levantamos como apontamento durante tudo o que rolou no turbilhão que foi o IV Congresso FDE em São Paulo em dezembro - e já botar o pé no acelerador pra chegar com tudo na imersão da Regional que começa nesta sexta-feira (13) - o Ajuntaê está reunido na sede e o convite está mais do que feito pra todos os colaboradores, parceiros, amigos e familiares chegarem junto e ajudar a gente a discutir as diretrizes pra esse ano que começa.
 
 
O organograma do coletivo está sendo revisto e muita mudança deve vir por aí. Muita empolgação pra tudo que vai acontecer, com renovação e ótimas ideias que estão sendo postas! Eu diria até que aceito essa ideia de chef convidado circulando por aqui pra cuidar dos almoços da sede!
 
 
Chega mais gente, o ano tá só começando, mas a presença de todo mundo é super necessária pra ajudar a construir o processo todo!
 
Vamos ajuntar?

quinta-feira, janeiro 05, 2012

Nós Ambiente na Sede: A Composteira



Hoje foi dia de Nós Ambiente na Sede do Ajuntaê! Quer dizer, todo dia é dia de Nós Ambiente, afinal, é dever de todos cuidarmos do planeta em que vivemos. Mas hoje foi um dia especial, já que acabamos de oferecer um lar para as primeiras minhoquinhas californianas que habitarão nossa mais nova composteira. Ter uma composteira - cujo objetivo final é produzir adubo - reduz o lixo urbano gerado nas cidades e pode ser uma ótima razão para cultivar hortas, que por sua vez são uma ótima ideia para uma alimentação mais saudável!

Nossa primeira experiência de compostagem não deu muito certo pois não sabiamos de um cuidado importantíssimo de se ter com o experimento: é necessário abrigar a composteira da chuva. O líquido produzido naturalmente no processo pode ser utilizado para regar plantas por ser rico em nutrientes, mas o excesso de água pode fazer o material orgânico saudável apodrecer e cheirar mal, aí você terá de fazer tudo de novo. Fora isso, fique tranquilo com cheiros normais, pois a humificação captura o carbono e evita a formação de odores desagradáveis. 

Além disso, o mais importante é separar no dia-a-dia todo alimento que restar das refeições. Vale lembrar que esse material orgânico não pode estar cozido (tem que estar cru mesmo) e também não pode ter sido temperado.




Bom, o processo de montagem da composteira foi simples. Alguns baldes plásticos, terra vegetal, minhocas californianas e pronto. Essa espécie de minhoca é a mais recomendada para produzir húmus, que nada mais é o ‘cocô’ produzido por elas ao longo de aproximadamente duas semanas. 



Interessante é observar o experimento começar com apenas algumas minhocas e pouca terra e depois ver o material orgânico depositado ser digerido e preencher todo o restante do balde com adubo. Outra coisa bacana é saber que as minhoquinhas se reproduzem e migram para o próximo balde, que contém apenas o alimento pronto para ser digerido. Esse ciclo é praticamente eterno, ou seja, totalmente sustentável, e o processo de compostagem é praticado por um bom número de sedes de coletivos Fora do Eixo Brasil afora!


Pois é, e nessas de reutilizar e ressignificar o lixo dentro de casa, também repensamos nossos próprios hábitos. Certamente esse caminho em direção a um planeta mais saudável reflete dentro de todos nós. Nossa Felicidade Interna Bruta vai aumentando e a das minhoquinhas também! Dentro das composteiras elas são felizes e se reproduzem, sempre em relação de mutualismo com os seres humanos. Lembre-se: estamos todos no mesmo ecossistema urbano.

segunda-feira, dezembro 26, 2011

Fora do Eixo: você ainda vai participar!


Bem, já entediado da rota de barzinhos de rock em Campinas, resolvi tentar algo diferente em uma sexta-feira à noite: ficar em casa. Foi então que recebi uma newsletter no email falando a respeito de um tal IV Congresso Fora do Eixo. Lembro-me de ter dado uma lida por cima, reparei que todos os temas propostos eram relacionados à música, artes e cultura em geral. Como andava meio sem (bons) amigos – Luca, você é meu irmão – me interessei pela possibilidade de participar da Cobertura Colaborativa do evento, de modo a ser uma excelente forma de conhecer pessoas inteligentes e engajadas.


Não serei desonesto em dizer que não reparei em uma foto da newsletter onde havia jovens sentados sobre a grama e onde figuravam lindas garotas. Bem, certo de que seria uma excelente oportunidade de conhecer São Paulo, tirar umas boas férias, conhecer gente e, de quebra, ainda adquirir conhecimento, resolvi reservar uma semana de hostel naquele mesmo instante.



Posso dizer que todas as minhas expectativas foram atendidas e superadas!! Descobri que já existe no Brasil uma galera articulada de norte a sul em prol da Cultura. Descobri também que existem pessoas que enxergam na Internet uma rede não de computadores, mas sim de seres humanos pensantes. E, veja bem, se os computadores têm capacidade ilimitada de armazenamento de informações, seres humanos têm capacidade ilimitada de processamento dessas e de outras informações que não podem ser transformadas em “zeros e uns”.

 
Cabeças Pensantes por trás dos computadores da Internet.


Seria muita ousadia – e até mesmo ignorância de minha parte – tentar resumir tudo que vi, ouvi e senti durante o Congresso e durante a curta convivência que tive aqui em Campinas no Coletivo Ajuntaê. Mas, como escrevo minha crônica em forma de relato (ou seria o contrário?), sinto que devo passar a seguinte mensagem: se você é capaz de olhar para as semelhanças ao invés de olhar para as diferenças do outro e se você sempre sonhou em viver de Cultura – e fazer a Cultura viver através de você – então você deve buscar o ponto Fora do Eixo mais próximo de você e abrir seu coração para conhecer pessoas incríveis que talvez tenham mais em comum com seus sonhos do que você possa imaginar. Pois tudo isso me pareceu, na verdade, muito real.

Estamos todos bem despertos.

terça-feira, dezembro 13, 2011

Cigarras e Formigas no Festival Goma

bel magnani
PERTIM, PERTIM
Sexta-feira, dia 02 de dezembro de 2011.
As Cigarras e as Formigas devidamente dentro da caixa: todas de conchinha para caber mais. "Olha, Bel! Acho que já ta bom de fita na caixa, porque mesmo quando a gente joga, assim ó, pra cima e girando, ela não abre!" Depois do teste do João, eu e Ju partimos rumo à Uberlândia. Chegamos na cidade com o dia amanhecendo. O adesivo do FDE colado no carro não nos deixava dúvidas que nossa carona tinha chegado para nos levar à Casa Verde, sede do Goma Cultural! 
 

MERCADO MUNICIPAL
Sábado, 03 de dezembro de 2011.
Fomos para o Mercado Municipal, local dos shows. Lorraine, Ju e eu, ficamos cuidando da banquinha. Aproveitamos e fizemos uma prévia da intervenção: colocamos uma cigarra e uma formiga no palco e uma cigarra na banquinha.

ALGO SE REVELA
Os shows foram muito bons. É bem legal ver o público cantando junto, ver os artistas curtindo junto com a galera. Como ficamos a maior parte na banquinha, vimos o pessoal vir procurar material de cada banda antes mesmo que o show delas acabasse! Apesar do show do Graveola com participação do Porcas e Borboletas ter sido mais curto que o desejado, quando os caras sobem no palco, de fato, algo se revela! 
 

CIGARRAS E FORMIGAS
Domingo, 04 de dezembro de 2011.
O café da manhã muito bom, com direito à pão integral caseiro com um toque de mel por sugestão do Enzo. Cigarras e Formigas à bordo! Chegamos na praça Sérgio Pacheco. Muita gente, criança, família, cachorros. Eu a e Ju, devidamente uniformizadas com a camiseta do projeto, começamos a montagem. E rapinho os insetos gigantes ocuparam algumas árvores da praça!

Com as fábulas nas mãos, eu e Ju ficamos por perto das árvores. Percebemos que a abordagem silenciosa seria a mais eficiente. Colamos as fábulas nos troncos, com o recado de LEIA-ME, LEVE-ME e outras mais insinuantes como SOU SUA. Pouco a pouco, as fábulas foram sendo colhidas pelas pessoas. É muito legal ver a reação das pessoas quando elas se deparam com os insetos gigantes, muitas se surpreendem fazendo aquela típica cara de Ué. As crianças são sempre as mais mágicas e já querem colocar a mão e sair brincando. Os adultos sempre imprevisíveis também: ouvi por 3 vezes a pergunta de quanto que custava as cigarras.

A abordagem mais significativa foi de um senhor que vendia refrigerantes e água. Perguntou da onde que tinha vindo aquilo tudo. É da sua cabeça? Sim, senhor, veio tudo da minha cabeça! Nossa, mas que coisa mais bonita, diferente né? E nos convidou para tomar uma coca lá no carrinho dele, umas 2 árvores mais para frente. Combinamos de ir mais tarde, afinal, estávamos sem dinheiro no bolso e com as cigarras para cuidar. Ele se afastou e 2 minutos depois aparece com duas latinhas de coca e canudinhos. Ficamos sem jeito, mas não aceitar seria muito mais mal educado. Se passou mais um tempo e depois ele me abordou de novo: O que você ganha fazendo isso? Você ganha alguma coisa? Momento propício para uma conversa com alto teor simbólico e filosófico, com todas as analogias e questões que concerne na própria intervenção! Pois, afinal, o que eu ganho com tudo isso?? Olhei para ele e com um sorriso disse que até então eu tinha ganhado uma coca bem gelada. Ele retribuiu meu sorriso e cada um seguiu com seu trabalho. A tarde seguiu assim, com os shows rolando, as pessoas curtindo o bom tempo... Ficamos de olho no relógio, afinal, partiríamos para Campinas naquela noite.


Fim dos shows! E fim do Festival! Mistura de alegria e tristeza ao mesmo tempo, que bom e que pena que acabou! Posamos para a foto da equipe do Festival, todos com um sorriso afivelado no rosto e leves olheiras denunciando o cansaço.

Eu e Ju recolhemos as cigarras e formigas e OPA! Não tinha uma formiga aqui? Tivemos uma baixa! Tomara que ela esteja bem (Se você tem notícias sobre ela, por favor nos mande imagens do novo lar dela! Como mães corujas, ficamos preocupadas com os filhos que partem para viverem suas próprias aventuras.) Todas de conchinha para dentro da caixa! Todas não, porque deixamos uma cigarra e uma formiga morando na Casa Verde. Aliás, eu achei um charme a sobreposição dos verdes! Coisas arrumadas, hora de partir! Vocês tem certeza que não querem ir amanhã? Dá tempo de trocar a passagem! Apesar da insistência do pessoal, resolvemos voltar. Partimos às 21h15 e chegamos às 4h10. Liguei para o Fedel que prontamente veio nos buscar com os olhinhos miudinhos de sono.

Saiba mais:

terça-feira, dezembro 06, 2011

Circuito Paulista de Festivais


No dia 15/11 em São Carlos, durante o Festival Contato, aconteceu o primeiro encontro do Circuito Paulista de Festivais Independentes. Inspirado no modelo do Circuito Mineiro, agentes de todo estado aproveitaram o feriado para se reunirem e articular uma rede de festivais independentes.

Com intuito de conectar uma rede já existente de festivais independentes em São Paulo, o encontro contou com a presença de Talles Lopes (da Abrafin - Associação Brasileira de Festival independentes), Felipe Altenfelder (da Casa Fora do Eixo SP) e Gabriel Ruiz (Enxame Coletivo e Festival Canja), que puxaram uma conversa inicial compartilhando experiências e apontando caminhos. Com quórum bem representativo (contanto com representantes de cerca de 25 festivais), as conversas seguiram tarde adentro, encaminhando para discussões de comunicação, sustentabilidade e articulação do circuito.

A experiência de participar de um encontro como esse é indescrítivel, com agentes culturais de cidades com realidades completamente diferentes conversando sobre possibilidades que fomentem uma rede de fato, onde a colaboração potencializa o local.

Após a primeira rodada de conversas geral, foram divididos grupos de trabalho que discutiram os seguintes temas: Comunicação, Sustentabilidade, Agência, Organização e Articulação. Entre os encaminhamentos, teremos em breve um site para divulgar o circuito paulista, e enviaremos um projeto para captação de recursos que viabilizem ações em bloco para o ano que vem.

Fechando o encontro, ocorreu uma plenária pra ratificar tudo o que foi conversado. Com uma calorosa salve de palmas, os representantes de 25 festivais consolidaram uma rede que irá contribuir muito para expor artistas independentes por São Paulo!


sábado, dezembro 03, 2011

Noite Fora do Eixo Especial AutoRock!


Chegando a sua décima quinta edição, a próxima Noite Fora do Eixo fará parte da programação do AutoRock, tradicional festival campineiro de caráter anual. O festival começou no último dia 1 de dezembro e vai até dia 11, ocupando diversos espaços da cidade e contando com apresentações de 38 bandas, duas exposições, duas oficinas e quatro exibições de filmes - tudo isso reunindo artistas brasileiros e estrangeiros.


Na terça-feira, dia 6 de dezembro, o festival dá espaço à Noite Fora do Eixo, que busca no interior paulista seus convidados: A Atmosfera Lunar, de Franca, com o seu promissor experimentalismo, e Tina Thunder e sua irreverência sorocabana.

A Atmosfera Lunar, banda instrumental experimental, foi formada em Franca em uma república estudantil da Unesp, onde os integrantes vivem. Começaram a organizar as melodias de suas jam sessions no segundo semestre de 2010 e fizeram sua estreia nos palcos em novembro do mesmo ano. A banda contabiliza apresentações pelo interior do estado, inclusive no Grito Rock em São Carlos, e em janeiro de 2011 gravou o EP "I". Já tendo visto A Atmosfera tocar ao vivo na Unesp, posso dizer com segurança que o som dos caras foge do lugar comum do que se ‘geralmente’ espera de uma banda instrumental, justamente por combinarem energia e fluidez ao se apresentarem - e a adição de um saxofonista ao grupo só vem a complementar e dar força à sonoridade.



Saindo de Franca e indo agora pra Sorocaba, o Tina Thunder é um grupo novo formada por uma galera experiente, com remanescentes das bandas Fortunetellers, The Glen, Inventiva e Monstruário. De acordo com os próprios integrantes, Tina Thunder são cinco caras educados, (...) nada além de gente adulta confusa e desajustada”. Como a descrição acima deixa claro, a irreverência e o bom-humor são marcas registradas da banda, que recentemente lançou seu EP “Kiss My Bacon” - empolgante e direto ao ponto - e vem divulgando as faixas pelo interior paulista.



Já viu que a balada vai ser boa, né? Então é só colar lá no Bar do Zé na próxima terça, a partir das 22h, e curtir um som de qualidade!

Serviço:
Noite Fora do Eixo - Especial Autorock
A Atmosfera Lunar e Tina Thunder 
Terça, dia 06 de dezembro, a partir das 22h.
no Bar do Zé
Avenida Albino José Barbosa de Oliveira, 1325 - Barão Geraldo, Campinas.
R$8 na porta R$5 com nome na lista (lista@ajuntae.foradoeixo.org.br).





quarta-feira, novembro 30, 2011

Abram suas caixinhas de percepções e sejam bem-vindas (os)

Felipe Garcia Garcia

O grupo de dança "Mais Um Grupo de Dança" conclui nesta sexta-feira e sábado, a série das sete apresentações do seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), nos dias 02 e 03 de dezembro, no auditório do IA (Instituto de Artes da Unicamp). O espetáculo de dança intitulado "Sim, Pela Cintura" é um trabalho feito pelas alunas da graduação da dança da Unicamp e foi desenvolvido em cima de esquetes criadas, baseando-se em estímulos fotográficos e textuais de diversos autores.

Toda a montagem e a produção da apresentação contou com várias parcerias e colaborações interessantes, cada um na sua frente artística, que agregaram para acrescentar e enriquecer o processo. Entre elas, o fotógrafo Pedro Spagnol, a artista Jéssica Coqueiro, o músico Ivan Gomes de Oliveira e a colaboração do Coletivo Ajuntaê.
"Em verdade vos digo que chegará o dia em que a nudez dos olhos será mais excitante
que a do sexo" Lygia Fagundes Telles

O espetáculo, que absorve fragmentos do teatro, apresenta uma proposta totalmente plural e criativa em sua concepção, pois com uma não-linearidade declarada, logo no início, consegue acalentar os mais despretensiosos sussuros e suspiros vislumbrados na platéia, que exaustivamente incita  expressões e reações das mais relativas.

Herdando fragmentos de sua própria temática e, abusando de altíssima densidade, subjetividade e lirismo, a apresentação concebe um tema central, o corpo feminino, em suas mais intimas interações com os dogmas da essência humana. Tece, sem nenhum pudor, quebras de processos dolorosos do nosso ser, propondo as suas relações agudas quando contempla-se o encontro "ao outro". Numa sociedade que reflete seus traumas, travas, ansiedades, inseguranças e limitações, o espetáculo vivência com dores e delícias, doces e amargos, usufruindo do tudo e do nada, as mais deliciosas brasas da nossa existência.

De tão subjetiva incomoda e, ao mesmo tempo, conquista os olhos a quem entendeu um pouco mais da aturdida sensação de exatidão que certas poesias causam. O mais interessante é que de tão dialética a sua linguagem e a dinâmica apresentada de seus atos - tendo vida tão própria - faz 'exatamente' que suas expressões falem mais do que o florescer de sua própria intenção.

E é esse o belo e o saboroso da arte, ao qual o espetáculo soube muito bem namorar, pois vai realmente além do masculino ou do feminino, do machismo ou do feminismo, ou de qualquer definição de gênero cabivel que se mostra insustentável por si só. Vislumbra o desprendimento. Fala de relações, e propõe as desgraças de nossos desgastes mais humanos. Ainda bem que nossa natureza é cíclica e, talvez, essa característica represente, exatamente, os únicos respiros e alívios do espetáculo.
Tocando cada pessoa de um jeito diferente, realçando as inspirações e aspirações de cada olhar em si, cada corpo com suas imperfeições recebendo um novo, dissimulado e diferente toque. É o que faz, artisticamente, romper e quebrar nossas desvairadas maldições. Todo esse cortejo apenas para trovar-lhes: abram suas caixinhas de sensações e sejam bem-vindas (os).