quinta-feira, outubro 06, 2011

As "Cigarras e as Formigas" vão cantar





Coletivo Ajuntaê inaugura releitura artística da famosa fábula de La Fontaine em Campinas

Por Felipe Garcia

Baseado numa das mais conhecidas e familiares fábulas infantis de todos os tempos, a famosa obra de La Fontaine, “A Cigarra e a Formiga”, acaba de ganhar uma fundamental e sensível releitura para a atualidade. A inauguração da intervenção artística itinerante será no Centro de Referência de DST/AIDS em Campinas no próximo dia 10/10, e inicia a intenção de propor novos olhares e uma reanálise sobre a proposta e as concepções até hoje apresentadas nesse âmbito literário.

O projeto plural que concebe a arte integrada ganhou o nome de “As Cigarras e as Formigas”, e envolve artes plásticas, música e texto num mesmo ambiente. A produção pretende trazer uma nova leitura de valores e conceitos morais do principal tema proposto na obra original - como são encarados o trabalho e a arte na sociedade. Desenvolve também a representação de uma transformação já existente nos valores dessa visão inicial singular do que é certo e errado nas expressões e nas formas sociais. Isso propõe uma quebra nos conceitos engendrados, sugerindo horizontalidade numa nova concepção do que é trabalho e o que é arte, e como as duas frentes conversam e não são opostas, ao contrário da fábula original.
A arte que conta com a identidade visual de formigas e cigarras num diferente contexto e os sons de cigarras, produzidos com a voz humana, busca derrubar barreiras simbólicas sociais, quebrar concepções engessadas e abrir novos horizontes das formas morais que sempre foram apresentadas como corretas ou únicas, propondo inicialmente fomentá-las para rediscuti-las e, assim, gerar reflexões no processo de sua contemplação.

O projeto, idealizado e desenvolvido pelo Coletivo Ajuntaê, contou com o financiamento do Fundo de Investimento de Cultura de Campinas (FICC) e vai ser exposto em vários locais públicos em Campinas, como o Parque Ecológico e terminais de ônibus. A ideia da intervenção artística é ocupar lugares de grande circulação de público e que esse público não seja apenas consumidor convencional de arte e cultura, mas que o projeto contemple a circulação dialética na cidade de Campinas.




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